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Prefeito de Nova Odessa aponta ETE Quilombo, pronta e em funcionamento, como principal obra do seu mandato

19/12/2012 Por pepe

Em entrevista coletiva realizada na última quarta-feira, 19 de dezembro, o prefeito de Nova Odessa, Manoel Samartin, que completa 18 anos à frente do Executivo Municipal no final do mês, elegeu a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Quilombo, recém inaugurada, como uma das principais realizações do seu mandato, ao lado de equipamentos como as novas escolas do SESI e do Jardim Santa Rita 2, as duas novas Creches Municipais e os conjuntos habitacionais dos jardins Monte das Oliveiras, Campos Verdes e Terra Nova, entre outros itens.
Feita em parte com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, a ETE Quilombo tem capacidade para tratar o esgoto de 50.000 habitantes, opera atualmente com 10% de sua capacidade, mas deve atingir os 100% em meados de fevereiro de 2013, quando estiver finalizado o Interceptor de Esgoto Quilombo. E a ETE já vai ser ampliada em 50%, através de uma nova licitação já em andamento, também com recursos garantidos do PAC.
“A ETE está 100% concluída. Estamos inaugurando uma obra pronta. Dos 8,3 quilômetros do Interceptor é que faltam duas pequenas passagens, de poucos metros, cujo recurso para pagar já está no caixa e as obras já estão licitadas. De um sistema que custou R$ 24 milhões, faltam uns R$ 400 mil para serem executados, de uma última medição que dependia da liberação da ALL e da ANTT”, afirmou o prefeito.
“A ETE e seu sistema de tubulação são uma grande conquista para a população de Nova Odessa e de toda a região. Vai melhorar para Americana, que fica logo abaixo, vai melhorar o Rio Piracicaba e todas as demais cidades a jusante. Para nosso Meio Ambiente, é uma obra fundamental. E também para a própria população de Nova Odessa, que tem escola, água, hospital municipal e, agora, vai poder ficar orgulhosa de saber que a cidade não polui mais o principal curso d’água da nossa região”, explicou Samartin.
“As pessoas vão deixar de se sentir incomodadas com esta situação (do lançamento in natura de 90% do esgoto doméstico urbano gerado pela população da cidade). Na primeira vez que fui prefeito, não pensava assim, mas hoje, muito mais atento às questões da preservação do Meio Ambiente e ao respeito aos nossos rios, posso dizer que a ETE Quilombo é a obra mais importante destes 8 anos de mandato”, reforçou o administrador público. Água
  O prefeito também destacou as melhorias nos índices de perdas de água tratada e o trabalho realizado pela Coden (Companhia de Desenvolvimento), concessionária municipal dos serviços de Água e Esgoto.
“Água tratada, aqui, é uma coisa tão natural quanto respirar. Foi uma coisa planejada há muito tempo, nos anos 1970: guardar a água nas nossas represas antes dela cair no Quilombo. É uma questão equacionada, resolvida, e ainda estamos trocando todas as redes mais velhas, que causam muito vazamento”, acrescentou Samartin, referindo-se aos quase R$ 20 milhões que a Coden está aplicando no Plano Diretor de Combate às Perdas de Água Tratada.
“Tanto que ao assumirmos, em 2005, perdíamos quase 60% de toda água que tratávamos, e hoje está em torno de 38% (de perdas). Estamos com 52.000 habitantes bombeando e tratando a mesma quantidade de água que em 2005. Passaram-se 8 anos, a população cresceu quase 20%, o poder aquisitivo das nossas famílias aumentou, o povo gasta mais água e estamos tratando a mesma quantidade. Então, como administrador, estou muito satisfeito ao término destes 8 anos com o trabalho realizado pela Coden”, completou o prefeito que deixa o cargo no dia 1º.
“Vejam que interessante: nos meus dois primeiros mandatos, a principal obra foram as represas para captar água. Hoje, 30 anos depois, a principal obra é o tratamento de esgoto, que nada mais é do que essa mesma água depois que abasteceu a população”, comentou Samartin. Novos loteamentos
O prefeito também defendeu a manutenção do atual embargo a novos loteamentos de alta e média densidade ao longo dos próximos anos (exceto para conjuntos habitacionais populares horizontais ou verticais, que ainda podem ser implantados). E por uma razão bem simples: a garantia da qualidade de vida, dos serviços públicos, das vagas em creches e escolas e, principalmente, do abastecimento de água da população atual.
“A cidade ainda tem 2.000 lotes vazios. Só ai são mais 10.000 habitantes, na média. Ai o abastecimento de água, se não fizer novas represas, vai ser um problema. Acredito que, sem garantir o abastecimento de água, a população atual teria que dividir os mesmos recursos com 60.000 ou até 70.000 pessoas, o que derrubaria a qualidade de vida que temos hoje. (A liberação de novos loteamentos de alta densidade) seria uma irresponsabilidade, o embargo deve continuar por mais alguns anos. O abastecimento deve estar sempre à frente (da população)”, finalizou Samartin.
Nos últimos anos, Prefeitura e Coden buscaram incessantemente recursos externos para a construção de novas represas, principalmente junto ao Governo Federal.

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